8 de dezembro – Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara (UC Santa Barbara), demonstraram uma nova tecnologia de exibição em um estudo recente publicado na revista Science Robotics: as imagens dinâmicas apresentadas não são apenas visíveis, mas também fisicamente perceptíveis. O estudo apresenta uma superfície háptica optoeletrônica ultrafina coberta com pixels em escala milimétrica; quando irradiados por pulsos curtos de luz projetada, esses pixels se expandem para formar saliências táteis que podem ser sentidas pelo tato.
O projeto teve origem em 2021 a partir de uma pergunta simples feita pelo professor Yon Visell, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara: a luz usada para renderizar imagens também pode gerar uma resposta mecânica forte o suficiente para ser percebida pelas mãos humanas? Após um ano de modelagem e várias tentativas frustradas de protótipos, Max Linnander, pesquisador da universidade, desenvolveu com sucesso o primeiro dispositivo de prova de conceito no final de 2022. Alimentado exclusivamente por flashes de luz de um pequeno laser de diodo e sem componentes eletrônicos embutidos, o dispositivo pode produzir pulsos táteis distintos e perceptíveis ao toque.

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Entende-se que toda a arquitetura de tela descrita neste estudo se baseia nessa conquista. Cada pixel consiste em uma fina película superficial, uma pequena cavidade de ar abaixo dela e uma película de grafite suspensa. Quando exposta à luz, a película de grafite absorve a energia luminosa e a converte rapidamente em calor, fazendo com que o ar sob a película se expanda e empurre a superfície para cima em até um milímetro. Essa amplitude de deslocamento é suficiente para que os usuários localizem com precisão pixels individuais com a ponta dos dedos.
Como o mesmo feixe de laser fornece energia e endereçamento de pixels, todo o painel dispensa fiação interna. Um sistema de varredura de alta velocidade percorre rapidamente a matriz de pixels, ativando-os um a um para gerar animações visuais e táteis contínuas.
A equipe de pesquisa conseguiu fabricar com sucesso uma matriz contendo mais de 1.500 pixels endereçáveis independentemente, um avanço significativo em comparação com os displays hápticos anteriores, que tinham dificuldades em equilibrar a densidade de pixels, a velocidade de resposta e a amplitude de deslocamento. Seu tempo de resposta varia de 2 a 100 milissegundos, suficiente para reproduzir contornos suaves, formas e padrões de caracteres. Em testes com usuários, os participantes conseguiram rastrear com precisão estímulos em movimento, distinguir layouts espaciais e perceber informações temporais formadas pela ativação sequencial dos pixels.
Os pesquisadores observam que, graças ao esquema de endereçamento óptico, a tecnologia oferece excelente escalabilidade. Matrizes maiores podem ser controladas por lasers de varredura compactos, comumente usados em projetores modernos. Eles também vislumbram uma gama de aplicações potenciais, como interfaces homem-máquina automotivas que simulam controles físicos e textos ou diagramas eletrônicos que se remodelam dinamicamente sob a palma da mão do leitor.
Embora ainda em fase de protótipo, este estudo marca a primeira vez que a energia luminosa foi convertida diretamente em deformação mecânica com alta resolução. A equipe da UC Santa Barbara abriu, assim, um novo caminho: os futuros displays hápticos se comportarão mais como displays visuais tradicionais, apresentando informações em um formato que pode ser observado simultaneamente pelos olhos e explorado pelos dedos.
Data de publicação: 10/12/2025
